sábado, 2 de maio de 2009
sábado, 14 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
Águas de março
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Pau, pedra, fim, minho
Resto, toco, oco, inho
Aco, vidro, vida, ó, côtche, oste, ace, jó
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Tom Jobim e Vinucius de Moraes
É um resto de toco, um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Pau, pedra, fim, minho
Resto, toco, oco, inho
Aco, vidro, vida, ó, côtche, oste, ace, jó
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Tom Jobim e Vinucius de Moraes
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Lua Negra
Amo demais que até ferida brota
na cálida, escondida lua negra
dos meus delírios (dor que desintegra
calma desnuda em chuva de gaivota).
Os olhos choram mares, geram grotas,
fabricam densa nuvem que se integra
ao corpo equivocado pela entrega
sofrida num adeus desfeito em gotas.
Amo demais, eu sei, mas o que faço
se de outro jeito não conheço o amor?
A minha sina é nunca combater
o que me atrai e gera descompasso.
Se por um lado existe o dissabor,
tenho da vida a flor que vi nascer.
Márcia Sanchez Luz - O Imaginário
na cálida, escondida lua negra
dos meus delírios (dor que desintegra
calma desnuda em chuva de gaivota).
Os olhos choram mares, geram grotas,
fabricam densa nuvem que se integra
ao corpo equivocado pela entrega
sofrida num adeus desfeito em gotas.
Amo demais, eu sei, mas o que faço
se de outro jeito não conheço o amor?
A minha sina é nunca combater
o que me atrai e gera descompasso.
Se por um lado existe o dissabor,
tenho da vida a flor que vi nascer.
Márcia Sanchez Luz - O Imaginário
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Podendo, muito!
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Gramado
Esta é da Gília, em Gramado, dia 5.
A noite cobre devagar
o tempo.
O fogo do céu queima
lembranças.
A sombra se rende
à saudade
que reina em dor
e silencios.
Ausência é um estar em ti
quando a noite cobre
devagar
os passos que ficaram
ao relento.
Os pedaços de azul
que sobraram
perdidos no céu
são como vozes
eternas
rios de esperança
na incerteza
de cada manhã.
Viver
Respeito o passado,
mas quero futuro.
O tanto que me couber do que virá.
A vida passará, sem ressentimentos.
Viver sempre valerá a pena
se a alma tiver lugar
para o perdão e o amor.
mas quero futuro.
O tanto que me couber do que virá.
A vida passará, sem ressentimentos.
Viver sempre valerá a pena
se a alma tiver lugar
para o perdão e o amor.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
O IMAGINÁRIO
A Gília descobriu primeiro o blog "O Imaginário", de Márcia Sanchez Luz.
Belíssimo.
DOR SILENTE
Vivemos nosso amor estranhamente,
como crianças que no olhar se afagam
e se entretêm em sons e ali propagam
a lente do querer de antigamente.
Vivemos neste amor a dor silente:
desejos feito barcos que naufragam
tal como sonhos que no fim deságuam
na imensidão do mar ambivalente.
Amamos como dois mandarins novos,
com flores perfumando sonhos nossos
e nos trazendo o som da valsa eterna.
E deste amor que atrai e não descasa
irei guardar o afeto que extravasa
pureza do sentir que desgoverna.
© Márcia Sanchez Luz
Belíssimo.
DOR SILENTE
Vivemos nosso amor estranhamente,
como crianças que no olhar se afagam
e se entretêm em sons e ali propagam
a lente do querer de antigamente.
Vivemos neste amor a dor silente:
desejos feito barcos que naufragam
tal como sonhos que no fim deságuam
na imensidão do mar ambivalente.
Amamos como dois mandarins novos,
com flores perfumando sonhos nossos
e nos trazendo o som da valsa eterna.
E deste amor que atrai e não descasa
irei guardar o afeto que extravasa
pureza do sentir que desgoverna.
© Márcia Sanchez Luz
sábado, 24 de janeiro de 2009
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